
O que move as ondas de um oceano?
Uma força. Uma mecânica perfeita entre o fluxo de ventos e a água salgada. O tocar. A fusão entre os elementos mais próximos e a transferência apaziguadora de uma energia. O sentir.
Transpirar ao mesmo tempo em que os sons, constantes e harmoniosamente trabalhados, refletem à realidade o poder da separação das moléculas de água, quando pedras recebem-na de peito aberto, sem pestanejar, e esperam de uma forma magnífica todas as suas partes formarem apenas uma, no fim.
O que une duas pessoas ao que chamam de amor?
Mas não um amor simples e puro, de mais um anoitecer. Não um flash de expectativas e frustrações, formando daí uma foto manchada, pouco nítida, embaraçada pelos maus ventos que passaram entre a saída da luz e o destino. Não um encontro à fantasia.
Amor. Esse sim, impuro, verdadeiro, incerto, fadado a cair. Alguém que lhe segure sem luvas, e que lhe veja sem peças. Peças no sentido de figurino. Um ator e atriz que não existem. Não há roteiros, nem dublês. O que os une é singular: fé. O acreditar que há confiança, entrega, cumplicidade. Esperar por mais um dia não monótono, mas feliz, por ter sua felicidade ao lado.
O que é o Amor?
Não há como definir algo tão necessário e ao mesmo tempo tão fugaz. Delinear sobre o seu subjetivismo ou questionar a respeito do seu mistério. Tão distante, e mesmo assim tão imenso. Com limites conhecidos, aparentemente (vendo pela ótica do ser humano pensante, que impõe delimitações a tudo e a todos), apesar do próprio conhecimento ser incapaz de mensurar tamanho cálculo. Aceito o fato de o Amor ser o sentimento com simplicidade mais estampada, e que isto seja o determinante para as várias incompreensões e indecisões a respeito dele. O Amor, por si só, já se complementa e se preenche. Já se supera e se dispersa; reprime-se e transforma-se. Há uma força que lhe confere auto-excitabilidade, como o coração. Talvez daí possa ter surgido a relação entre ambos os elementos.
Uns esperam que ele dure, seja eterno. Outros o remetem a obrigação de gerar felicidade.
Muitos têm medo, e poucos o têm em mãos, firme e seguro.
. . .
O mar, dentro das conchas da mão, fica lindo.
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E o que vale mais: o Amor em si, ou a prova desse Amor?
Não consegui definir o Amor. Sinto muito. Mas vou arriscar em comparar o Amor ao mar.
Ambos possuem uma força gerada espontaneamente. O tocar, a fusão.
A transferência de energia, que se espalha e envolve o que existir ao redor.
Enfim, não são necessárias provas de que o mar exista, pois, de fato, ele ocupa a maior parte da superfície terrestre. Assim é o Amor.
Sua existência é sua maior e única prova.
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O amor, dentro das conchas da mão, fica lindo.
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Ele merece segurança, cuidado, cultivo. E mais: não precisa de demonstrações.
Se for verdadeiro o Amor, ele é incondicional. Por isso, não espere por provas.
Apenas sinta sua imensidão, como a do mar...
... Não deixa brechas, nem dúvidas. E a simples definição fica em segundo plano.
. . .
O mar, moço, o mar é segredo.
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H.R.
6 Mensagens dos viajantes:
Já diz o compositor que "por ser exato, o amor não cabe em si." Talvez seja isso... Tão perfeito que ninguém consiga dominá-lo...
Higor, não sei se tu lembra que tu me perguntou um dia: "Nahara, tu já amou alguém?"
Hoje, eu posso te responder.
Amo meus familiares, amo meus amigos.
Agora quanto ao amor homem-mulher, que é no qual pensei quando li teu texto, não, eu nunca senti esse amor.
É bonito ler esse teu texto e imaginar, e desesperador não ter me prendido a ninguém nesta etapa de vida, mas o fato é que eu me martirizo muito a sentir, eu me limito: eu não amo.
Um dia sentirei e poderei escrever coisas lindas assim...
Boas férias, meu querido!
[...]
O Amor se revela na menor expectativa. Permita-se.
[ohhhhh ;D]
bom, muito bom.. como sempre... :)
por isso volto sempre aqui!*
"O mar, moço, o mar é segredo".
Mas a menina do vestido de cor amar-elo agarrou a lua e saiu desbotando os grãos de areia, pincelando as águas com um fio de estrelas. Até que. O mar acabou desvendando uma gota - uma fina gota - molhada de sal. E sutilmente, a menina foi desenhando um poema dentro do amor, quero dizer, no interior do mar.
"O amor, dentro das conchas da mão, fica lindo."
...
"O amor refaz e desfaz todas as provas possíveis."
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