segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Dualismo.




Vamos fazer um filme?

Daqueles em que, além de lermos o roteiro, entendemos realmente o que se enxerga nele e o que devemos passar através de nossa atuação.

Ou um dos que existe drama, aventura, suspense, além de um exemplo de bondade e respeito, ou seja, o que o verdadeiro amor é capaz.

Poderia até haver previsão de fim do mundo. Assim, faríamos obrigatoriamente o que nos traria felicidade nos últimos momentos de nossa existência... No limite do espaço e do tempo, seria um por todos, todos por um.

Quem sabe, pelo menos ter alguém importante ao seu lado, mais do que você espera. Surpreender-se com o ato. O sentimento viria como explosão cósmica, e se expandiria como o universo se expandira há mais de bilhões de anos nas nossas costas. Assim, viver não seria foda, morrer não seria difícil. Te ver, não seria uma necessidade. Seria uma constante.

O clímax seria o momento das palavras mágicas. Nem mais, nem menos. Seria como você diz “eu te amo”. Soaria como tudo de pleno e bom nesse planeta, e pelo qual vale a pena lutar, desejar, e esperar. Como você diz eu te amo não seria um problema, pois não seria necessário estimular os tímpanos para sentir o significado. No seu filme, não é mais do que uma sintonia de entregas, que se condensam em um único ponto: fé.

A fé não traria dúvidas.

Assim, viveríamos com milhões de amigos, irmãos e irmãs.

Não caberia uma depressão, ou opressão.

A vida seria paz.

E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?

E hoje em dia, se fôssemos fazer um filme, você seria o vilão ou o herói?

Abraços!

Higor Rafael.


Às 12:30.

4 Mensagens dos viajantes:

Fedoca disse...

Definitivamente seria o vilão...
Ja passo a vida fazendo o bem(pelo menos na minha concepção) e fazer o mal seria interessante principalmente com a previsão do fim do mundo.

abraço

Nahara disse...

Eu seria uma coadjuvante que nem fede nem cheira, mas secretamente ajuda os outros, e fica feliz por ajudar e só.

"O sentimento viria como explosão cósmica, e se expandiria como o universo se expandira há mais de bilhões de anos nas nossas costas." -> já da pra apresentar no nosso seminário! translate, please!
;*

Raisa C.Branco disse...

Interessante isso: Vilã ou não, eu acho que quebraria o relógio azul da cabeceira. Realmente não entendo o que ele tem contra os meus ouvidos. O celular também; lançá-lo-ia bem longe. Mas as flores eu levaria pra dentro dos livros remendados; disfarçando os remendos feios.
Cortaria as palavras em tantas outras a fim de sustentar os pés durante a tal explosão cósmica.
Roubaria todos os sorrisos e as piscadelas e as idéias úteis. Ensinaria escrever a alguém que não soubesse. Ensinaria escrever borboleta em vez de lepidóptero.
E no fim, abraçaria até a árvore da minha calçada. Mas não rabiscaria palavra alguma. Nunca. No máximo, escreveria uma folha em branco. Ou uns três versos fantasmas.
Ps.: É, não tem jeito. O papel de vilã vai ficar pra mim mesmo. Gostei. =D

ลndreia disse...

Tenho fé... mas também tantas dúvidas! *